Nem Freud explica

NEM FREUD EXPLICA 

Freud é lembrado por suas expressões que hoje se encontram no nosso imaginário coletivo. Ouvimos falar em “Divã, Libido, Complexo de Édipo, Compulsão, Inconsciente, Sonhos, Ego”, e a famosa “Freud Explica”: uma brincadeira popular, ante a pretensão que a psicanálise explica tudo. Suas teorias tentaram entender a mente humana e é o criador da Psicanálise. No ano de 1884 Freud em Paris tenta se firmar em sua carreira como médico e estabilizar-se financeiramente para poder casar. Sua noiva o esperava em Viena. Em correspondência a ela, relatou, entusiasmado, que estava interessado nas propriedades da cocaína, uma substancia pouco conhecida. Soube que um médico militar a estava usando para aumentar a resistência e bem estar dos seus soldados. Pensava usar para aliviar vários problemas de pacientes seus. O próprio Freud começou a tomar a droga como um estimulante para controlar seus estados depressivos intermitentes, aumentar a sensação geral de bem-estar, ajudá-lo a relaxar em encontros sociais tensos. Os artigos que publicou sobre a cocaína deram-lhe certa fama . Freud usou a cocaína pelo menos de 1884 até 1895. Receitou para vários pacientes e amigos como algo milagroso. Demorou certo tempo até se ver o poder viciante da coca. Aqueles, para quem Freud havia receitado a droga, queriam mais e mais.Vieram os efeitos colaterais e a dependência. Efeitos positivos, que apareciam no início do uso, logo desapareciam e a situação do paciente piorava. Esses episódios abalaram a vida de Freud. Ele estava, certamente, com boas intenções, mas mostra, novamente, que a boa intenção só não basta. Atualmente cada dia surge novas teorias, novas drogas e produtos milagrosos. Prometem muitas coisas que desejamos e outras que nem sabíamos que necessitávamos. O fruto proibido tenta e a maioria resiste. Os que são seduzidos, não temem a expulsão do paraíso, mas não percebem que poderão viver o inferno aqui na terra mesmo. As ilusões artificiais cobram um preço bem alto pelo curto prazer. Poucos se salvam. Freud salvou-se da cocaína, por não ter predisposição para a dependência, como se viu mais tarde. Contudo os efeitos do uso, por muitos anos, do cachimbo o incomodaram até o fim da vida. Finalmente, Freud, como personagem universal e inovador, foi salvo pela História. [Referencia: “Vida e obra de Sigmund Freud” de Ernest Jones]  –  (Carlos Costa- Dez/2012) Email:

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